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  • Segurança

BYOD: o que é, como funciona e como proteger a rede corporativa

BYOD é a prática de usar dispositivos pessoais no trabalho. Mais produtividade, menos custos e rede corporativa sob controle.
  • 22/09/2026
  • 11/03/2026
  • 21 min
  • Samy Queiroz
Sumário

BYOD é a sigla para Bring Your Own Device, em português “traga seu próprio dispositivo”. Na prática, é o que já acontece no dia a dia de boa parte das empresas: colaboradores acessam sistemas internos pelo notebook pessoal, prestadores se conectam ao Wi-Fi corporativo e visitantes ficam na rede por horas sem que ninguém registre nada.

O problema é que a maioria das empresas já opera com BYOD sem ter uma política definida para isso. Nenhum log, nenhum controle de acesso e nenhuma clareza sobre o que foi acessado. Resultado: a conformidade com a LGPD e o Marco Civil da Internet fica comprometida e a rede vira um vetor de ataque aberto.

Adotar o BYOD com segurança é possível e, neste artigo, você vai entender o que é, como funciona e como tirar o melhor proveito dessa prática sem abrir mão do controle. Boa leitura!

O que é BYOD?

BYOD é a política que permite que colaboradores, prestadores e outros usuários autorizados usem seus próprios smartphones, notebooks e tablets para acessar sistemas, dados e redes da empresa. Ssignifica Bring Your Own Device, ou “traga seu próprio dispositivo”. B

Com BYOD é possível:

  • acessar o e-mail corporativo pelo celular pessoal;
  • usar um notebook próprio para entrar em sistemas internos;
  • conectar um tablet pessoal à rede Wi-Fi corporativa;
  • utilizar aplicativos de CRM, ERP, atendimento ou colaboração em dispositivos particulares;
  • acessar plataformas internas de qualquer lugar, a qualquer hora.

No Brasil, o BYOD ganhou uma camada extra de complexidade com a LGPD, que exige controle rigoroso sobre como dados pessoais são coletados, tratados e armazenados, independentemente do dispositivo utilizado para acessá-los. Isso significa que a política de BYOD precisa nascer já alinhada com a legislação.

Gestão de Wi-Fi Corporativo

? Assista ao vídeo completo sobre o que é BYOD e como funciona nas empresas:

BYOD em números

Antes de falar em política e riscos, vale entender a dimensão do fenômeno:

  • US$ 238,49 bilhões é o valor projetado do mercado global de BYOD até 2029, ante US$ 114 bilhões em 2024 (Mordor Intelligence)
  • 83% das organizações globais já permitem BYOD em algum nível (Zippia)
  • +34% de aumento de produtividade é relatado por empresas que adotaram BYOD (IBM)
  • 80% dos funcionários que usam seus próprios dispositivos relatam maior satisfação no trabalho (Cisco)
  • +12 mil locais são gerenciados pelo WiFeed com controle de acesso BYOD no Brasil

Esses números explicam por que ignorar o BYOD não é uma opção. Mas adotá-lo sem estrutura é igualmente inviável.

BYOD, COPE e CYOD: qual a diferença?

Antes de definir uma política, é importante entender os três modelos de uso de dispositivos em ambientes corporativos:

BYOD (Bring Your Own Device): o dispositivo pertence ao colaborador. A empresa permite o uso para fins profissionais, desde que o usuário siga uma política definida. É o modelo mais flexível e o que exige mais atenção com segurança e controle de acesso.

COPE (Corporate Owned, Personally Enabled): o dispositivo é comprado e gerenciado pela empresa, mas pode ser usado também para fins pessoais. A organização tem controle mais rígido sobre configurações, aplicativos e políticas de segurança.

CYOD (Choose Your Own Device): a empresa oferece uma lista de dispositivos aprovados e o colaborador escolhe qual prefere usar. É um meio-termo entre padronização e flexibilidade.

Muitas organizações adotam modelos híbridos: áreas com dados mais sensíveis operam com COPE ou CYOD, enquanto funções administrativas trabalham com BYOD controlado.

Como o BYOD funciona na prática

Implementar o BYOD não é apenas uma questão de liberar o acesso ao Wi-Fi corporativo para dispositivos pessoais. Uma estratégia segura precisa combinar política, tecnologia e governança. Na prática, o BYOD costuma se apoiar em alguns pilares.

Na prática, o funcionamento do BYOD se baseia em cinco pilares:

  1. Política formal de uso
  2. Controle de acesso por perfil
  3. Segurança mínima obrigatória
  4. Gestão de dispositivos
  5. Controle da rede Wi-Fi

1- Política formal de uso

A empresa precisa documentar quais dispositivos são permitidos, quais sistemas podem ser acessados, quais dados podem ser armazenados localmente e quais práticas são proibidas.

Também é importante explicar o que a empresa pode monitorar e o que continua sendo privado no dispositivo pessoal do colaborador.

2- Controle de acesso por perfil

Nem todo usuário precisa acessar os mesmos sistemas ou redes.

Um colaborador administrativo, um prestador de serviço, um gestor, um visitante recorrente e um fornecedor devem ter permissões diferentes. O ideal é aplicar regras por perfil, função, grupo ou tipo de dispositivo.

3- Segurança mínima obrigatória

Dispositivos pessoais devem seguir requisitos básicos de segurança, como senha forte, bloqueio automático, sistema operacional atualizado, criptografia e, quando necessário, autenticação multifator.

4- Gestão de dispositivos

Em ambientes maiores, ferramentas de MDM, EMM ou UEM ajudam a aplicar políticas, separar dados pessoais e corporativos, monitorar conformidade e remover dados da empresa em caso de perda, roubo ou desligamento.

5- Controle da rede Wi-Fi

Boa parte do BYOD acontece pela rede Wi-Fi corporativa. Por isso, é essencial separar redes, registrar conexões, autenticar usuários e impedir que dispositivos pessoais fiquem no mesmo ambiente de sistemas críticos.

Infográfico com os passos do funcionamento do BYOD na rede corporativa, incluindo acesso, identificação, autenticação e política de acesso.

Na prática, a empresa cria um container seguro dentro do dispositivo pessoal do colaborador: dados e apps corporativos ficam isolados, criptografados e gerenciados pela organização, enquanto o restante do aparelho permanece sob controle e privacidade do usuário.

Benefícios do BYOD para empresas

Quando bem estruturado, o BYOD entrega vantagens concretas para o negócio, alguns dos benefícios incluem:

  1. Redução de custos de hardware
  2. Aumento de produtividade
  3. Suporte ao trabalho híbrido
  4. Retenção de talentos

1- Redução de custos de hardware: a empresa deixa de comprar e manter dispositivos para todos os colaboradores, transferindo parte desse custo para quem já possui e prefere usar o próprio equipamento.

2- Aumento de produtividade: funcionários trabalham em equipamentos que já dominam, sem curva de aprendizado. Podem resolver tarefas de qualquer lugar, a qualquer momento.

3- Suporte ao trabalho híbrido: o colaborador trabalha onde for mais produtivo sem precisar carregar múltiplos aparelhos.

4- Retenção de talentos: autonomia sobre a própria tecnologia é um diferencial crescente na atração de perfis qualificados, especialmente em empresas de tecnologia e ambientes jovens.

5 principais riscos do BYOD para empresas

O BYOD aumenta a superfície de ataque da organização. Conhecer os riscos é o primeiro passo para gerenciá-los. Confira:

1- Dispositivos sem padrão de segurança

Celulares e notebooks pessoais nem sempre seguem os mesmos controles de um equipamento corporativo. Podem estar desatualizados, sem antivírus, sem criptografia ou com aplicativos inseguros instalados. Quando esse dispositivo acessa a rede da empresa, o risco deixa de ser individual e passa a afetar o ambiente corporativo inteiro.

2- Vazamento de dados

Dados corporativos em dispositivos pessoais aumentam o risco de exposição acidental — por perda do aparelho, roubo, sincronização com nuvem pessoal, compartilhamento indevido de arquivos ou armazenamento local sem proteção. A conformidade BYOD com a LGPD torna essa preocupação ainda mais crítica, já que a empresa responde pela segurança dos dados independentemente de onde estejam armazenados.

3- Shadow IT

Shadow IT acontece quando colaboradores usam aplicativos, serviços ou dispositivos sem aprovação da TI. No contexto de BYOD, é comum: um usuário salva arquivos corporativos em apps pessoais, usa ferramentas não autorizadas ou conecta dispositivos desconhecidos à rede. O resultado é que a TI perde visibilidade sobre onde os dados estão e como esses acessos acontecem.

4- Falta de visibilidade

Se a TI não sabe quais dispositivos pessoais estão conectados, quem está usando a rede e quais recursos estão sendo acessados, fica impossível agir em caso de incidente. A falta de logs de conexão também prejudica auditorias e a comprovação de medidas de segurança.

5- Redes não segmentadas

Um erro comum é colocar dispositivos BYOD, visitantes e equipamentos corporativos no mesmo SSID. Isso cria risco de movimentação lateral: um dispositivo pessoal comprometido pode se tornar o caminho para alcançar servidores, câmeras, coletores ou outros sistemas críticos.

BYOD e a rede Wi-Fi: por que essa é a camada mais crítica

A maior parte dos acessos BYOD acontece pela rede Wi-Fi. É aqui que a segurança corporativa encontra o dispositivo pessoal e é onde os riscos se tornam mais concretos e difíceis de monitorar.

Sem controle na camada de rede, o problema não é apenas teórico:

  • Um colaborador conecta o notebook pessoal na mesma VLAN dos servidores internos, sem que a TI saiba
  • Um visitante usa a senha de Wi-Fi compartilhada e permanece na rede por horas após a visita
  • Um fornecedor acessa a rede sem registro de horário, duração ou dispositivo e a empresa não tem como provar nada em uma auditoria do Marco Civil da Internet

É exatamente por isso que a segmentação e a autenticação de rede Wi-Fi não são detalhes técnicos. São a linha entre ter ou não controle sobre o que entra na infraestrutura da empresa.

O que uma rede Wi-Fi corporativa preparada para BYOD precisa ter:

  • Segmentação por perfil: colaboradores, visitantes, fornecedores e dispositivos IoT em redes ou VLANs separadas, sem possibilidade de comunicação lateral
  • Autenticação individual: cada usuário se autentica com suas próprias credenciais, sem senha única compartilhada que qualquer um pode redistribuir
  • Integração com sistemas internos: AD, Google Workspace, LDAP e SAML para que o acesso ao Wi-Fi siga as mesmas permissões já definidas para cada perfil
  • Logs de conexão completos: quem acessou, quando, de qual dispositivo, com qual MAC address, por quanto tempo — essencial para conformidade com o Marco Civil da Internet
  • Políticas granulares por perfil: tempo de sessão, janela de horário permitida, limite de dispositivos simultâneos, bloqueio por MAC, troca automática de VLAN

Para equipes de TI que gerenciam múltiplas unidades e diferentes fabricantes de equipamentos, o WiFeed centraliza exatamente essa camada: mais de 15 métodos de autenticação, compatibilidade com mais de 20 fabricantes de access points (Cisco, Aruba, Fortinet, Intelbras, Ubiquiti e outros) e conformidade com LGPD e Marco Civil prontos para uso, sem precisar trocar a infraestrutura existente.

BYOD sem controle x BYOD seguro: a diferença na prática

A diferença entre um programa BYOD seguro e um ambiente sem governança aparece na prática do dia a dia.

Comparativo entre BYOD sem gestão e com controle de acesso, destacando vantagens do BYOD com controle, como segurança, rede segmentada e experiência estável

Essa diferença é especialmente relevante para empresas médias e grandes com múltiplas unidades, muitos access points, diferentes perfis de usuários e exigências de conformidade regulatória.

Como criar uma política de BYOD segura

Uma boa política precisa ser clara, aplicável e equilibrar segurança com produtividade. Os oito passos abaixo formam um roteiro objetivo para lideranças que precisam estruturar ou revisar o programa.

1. Defina quem pode usar BYOD

Nem todos os colaboradores precisam entrar no programa. Comece pelas áreas, cargos, fornecedores ou grupos que realmente precisam usar dispositivos pessoais para atividades de trabalho.

2. Liste os dispositivos e sistemas operacionais permitidos

Defina quais tipos de dispositivos são aceitos (smartphone, notebook, tablet) e as versões mínimas de sistema operacional. Dispositivos com jailbreak ou root devem ser explicitamente proibidos.

3. Determine quais sistemas podem ser acessados via BYOD

Separe aplicações por criticidade. Sistemas com dados sensíveis ou regulados podem exigir dispositivos corporativos ou controles adicionais. Defina o que pode e o que não pode ser acessado por dispositivo pessoal.

4. Estabeleça os requisitos mínimos de segurança de dispositivos pessoais

A política deve exigir:

  • Senha forte e bloqueio automático por inatividade
  • Atualização do sistema operacional
  • Criptografia de armazenamento habilitada
  • Autenticação multifator para sistemas críticos
  • Proibição de jailbreak/root
  • Instalação de ferramentas de segurança quando necessário

5. Organize a infraestrutura de rede

A rede Wi-Fi precisa estar preparada. Separe dispositivos corporativos, BYOD, visitantes e IoT em redes ou VLANs diferentes. Use autenticação 802.1X para a rede corporativa e captive portal ou NAC para a rede BYOD e de visitantes. Essa segmentação reduz o impacto caso um dispositivo esteja comprometido.

Wi-Fi Seguro e com LGPD

6. Documente termos e responsabilidades

O termo de adesão deve explicar: o que pode ser acessado, o que é monitorado, quais dados são coletados, quais ações podem ser tomadas em caso de incidente e o que acontece no desligamento do colaborador (wipe remoto, revogação de acesso).

7. Treine os usuários

Política sem treinamento costuma falhar. Aborde riscos reais: phishing, redes Wi-Fi públicas, apps não autorizados, perda e roubo de dispositivos, compartilhamento de credenciais.

8. Monitore, audite e revise continuamente

BYOD não é um projeto que termina na implantação. Acompanhe logs, revise permissões, atualize regras e realize auditorias periódicas de acessos e dispositivos.

MDM, NAC e captive portal: qual o papel de cada um no BYOD?

Uma dúvida comum em projetos de BYOD é entender qual tecnologia resolve cada parte do problema.

SoluçãoPapel no BYOD
MDM/UEMGerencia dispositivos, aplica políticas e separa dados pessoais e corporativos
IAM/SSO/MFAControla a identidade do usuário e reforça a autenticação
NACAvalia postura do dispositivo e controla acesso à rede
RADIUS/802.1XAutentica usuários e dispositivos em redes corporativas
Captive portalIdentifica usuários, apresenta termos e registra acessos no Wi-Fi
Logs e auditoriaMantêm rastreabilidade para segurança e conformidade

Essas soluções não precisam competir entre si. Em muitos ambientes, elas se complementam.

Uma empresa pode usar MDM para gerenciar dispositivos, SSO para autenticação corporativa, NAC para controle avançado e captive portal para autenticar visitantes, fornecedores e dispositivos BYOD na rede Wi-Fi.

O que é MDM: saiba como ajuda BYOD

MDM (Mobile Device Management ou Gerenciamento de Dispositivos Móveis) é um tipo de software que permite que os administradores de TI controlem, protejam e apliquem políticas em smartphones, tablets e outros endpoints.

No contexto de BYOD, o MDM ajuda a separar o ambiente pessoal do ambiente corporativo. Em muitos casos, isso é feito por meio de um container seguro, onde ficam aplicativos, arquivos e dados da empresa.

Com o MDM, a TI pode:

  • configurar e-mail, Wi-Fi e VPN no dispositivo
  • aplicar políticas de senha e criptografia
  • distribuir e revogar aplicativos corporativos
  • verificar conformidade dos dispositivos com a política de BYOD
  • bloquear ou desbloquear dispositivos remotamente
  • remover dados corporativos sem apagar dados pessoais (limpeza seletiva)

Remoção segura de dados corporativos

A limpeza seletiva é talvez a funcionalidade mais crítica da segurança BYOD. Se um dispositivo é perdido, roubado ou se o funcionário sai da empresa, a TI precisa garantir que nenhuma informação sensível fique exposta, sem apagar fotos, contatos e arquivos pessoais do colaborador. Isso é fundamental para respeitar a privacidade e cumprir a LGPD.

Toda empresa precisa de MDM para implementar BYOD?

Não necessariamente. Empresas menores podem começar com política formal, autenticação individual, segmentação da rede Wi-Fi e regras claras de uso, em MDM. Isso já resolve boa parte dos riscos mais comuns.

Mas à medida que o programa cresce, especialmente em empresas com muitos colaboradores, múltiplas unidades, dados regulados ou necessidade de wipe remoto. Aqui o MDM se torna praticamente indispensável.

O ponto principal: nem toda empresa precisa começar com MDM, mas toda estratégia de BYOD precisa de controle de acesso, visibilidade sobre conexões, regras claras e rastreabilidade. Esses requisitos valem para qualquer tamanho de empresa.

?Leia também:

  • Como controlar a rede Wi-Fi de visitantes e clientes
  • O que é Wi-Fi corporativo e como estruturar
  • Rede Wi-Fi para visitantes: é possível proteger a rede e controlar acessos
  • Hotspot 2.0: como o Passpoint elimina senha e melhora a segurança

BYOD e LGPD: o que as empresas precisam considerar

A Lei Geral de Proteção de Dados exige que empresas protejam dados pessoais independentemente do dispositivo utilizado para acessá-los. No contexto de BYOD, isso cria obrigações específicas.

Princípios da LGPD aplicados ao BYOD

Finalidade e necessidade: o acesso a dados pessoais deve ser limitado ao estritamente necessário para a função do colaborador. Não faz sentido que um prestador de serviços acesse sistemas com dados de clientes se sua atividade não exige isso.

Minimização de dados: colete e armazene o mínimo possível no dispositivo. Prefira o acesso a sistemas na nuvem em vez de sincronizar grandes volumes de informação localmente.

Consentimento e transparência: o colaborador deve consentir formalmente com a política de BYOD e ser informado de forma clara sobre como seus dados — e seu dispositivo — serão gerenciados e monitorados. Isso inclui detalhar o que a empresa pode acessar no aparelho e o que fica fora do escopo.

Logs e auditorias como evidência de conformidade

Para demonstrar conformidade com a LGPD, mantenha registros de: acessos a sistemas e dados sensíveis (quem, quando, de onde), alterações de políticas e ações de bloqueio ou wipe de dispositivos.

BYOD e Marco Civil da Internet

Além da LGPD, empresas que fornecem acesso à internet precisam cumprir o Marco Civil da Internet no que diz respeito aos registros de conexão.

No contexto do Wi-Fi corporativo, isso significa manter informações que permitam identificar acessos realizados na rede: usuário, horário, duração, endereço IP e dispositivo. Esse ponto é especialmente crítico em redes que atendem visitantes, fornecedores e dispositivos pessoais de colaboradores.

Sem autenticação individual e logs completos, a empresa pode ter dificuldade para responder a incidentes, auditorias ou questionamentos jurídicos, mesmo que os acessos irregulares tenham sido feitos por terceiros conectados à sua rede.

BYOD e privacidade do colaborador: regras jurídicas

Esse é um ponto que a maioria dos guias técnicos ignora, mas que empresas e o seu jurídico precisam considerar.

Quando a empresa monitora dispositivos pessoais de colaboradores em nome do BYOD, surge uma tensão real. De um lado, a obrigação de controlar e proteger dados corporativos. Do outro, o direito do colaborador à privacidade no seu próprio aparelho.

A resposta está na transparência e no escopo do monitoramento:

  • O que a empresa pode monitorar: tráfego na rede corporativa, apps com acesso a dados da empresa e logs de conexão à rede Wi-Fi
  • O que deve permanecer privado: apps pessoais, mensagens, fotos e demais dados do dispositivo
  • Como formalizar: o termo de adesão ao BYOD deve deixar explícito o escopo do monitoramento, com linguagem clara e consentimento documentado

A conteinerização via MDM resolve boa parte dessa tensão. Dados corporativos ficam num container isolado que a empresa pode apagar remotamente em caso de desligamento ou perda do aparelho, sem acessar os dados pessoais do colaborador.

Exemplos de BYOD por setor: o que muda em cada contexto

O BYOD aparece de formas diferentes em cada segmento. Entender o contexto setorial ajuda a calibrar os controles certos.

Indústria

Supervisores, técnicos e equipes de operação podem usar tablets ou celulares pessoais para acessar sistemas, manuais, dashboards ou aplicativos internos. O cuidado principal é segmentar esses dispositivos da rede de máquinas, sensores, câmeras e sistemas críticos de operação.

Saúde

Médicos, enfermeiros e equipes administrativas podem acessar sistemas de atendimento, agendas e informações operacionais por dispositivos móveis pessoais. Nesse setor, a atenção com privacidade e dados sensíveis — especialmente prontuários e informações de pacientes — precisa ser redobrada. A LGPD aplica aqui com ainda mais rigor.

Varejo

Gerentes de loja, equipes regionais e operadores podem usar dispositivos pessoais para consultar estoque, vendas, relatórios e comunicação interna. A rede precisa separar claramente colaboradores, clientes, fornecedores e dispositivos de operação, especialmente em redes com múltiplas unidades.

Educação

Professores, alunos e equipes administrativas costumam conectar múltiplos dispositivos pessoais. Segmentação por perfil de acesso, autenticação individual e políticas de uso aceitável são essenciais para manter controle, estabilidade e segurança dos dados institucionais.

Escritórios corporativos

Em escritórios, o BYOD aparece em celulares pessoais, notebooks de home office, prestadores de serviço recorrentes e visitantes. O desafio é garantir acesso simples e fluido sem abrir mão de rastreabilidade e controle.

Agronegócio

No agronegócio, por exemplo, o BYOD é comum entre colaboradores de campo que usam celulares próprios para acessar sistemas da fazenda. Entenda mais em Wi-Fi no agronegócio.

Diagrama de arquitetura de rede com política BYOD, incluindo rede corporativa, visitantes e IoT, conectadas à internet através de firewall e controlador Wi-Fi.

Visibilidade e monitoramento contínuo
Saiba quais dispositivos estão conectados agora, de que tipo são e qual volume de tráfego geram. A WiFeed centraliza essa visão com painel em tempo real, relatórios históricos e bloqueio de dispositivos suspeitos.

?Conheça os diferentes tipos de captive portal e escolha o ideal para BYOD na sua empresa

Perguntas e Respostas

1- O que é BYOD em uma empresa?

BYOD é a prática que permite que funcionários usem seus próprios dispositivos (celular, notebook, tablet) para acessar a rede corporativa, sistemas internos e dados da empresa, seguindo regras definidas de segurança e uso aceitável.

2- Quais são os principais riscos do BYOD para empresas?

Os principais riscos envolvem vazamento de dados, dispositivos sem proteção adequada, uso de redes Wi-Fi inseguras e instalação de aplicativos não autorizados, que podem expor informações corporativas sensíveis.

3- BYOD épermitido pela LGPD?

Sim. A LGPD não proíbe BYOD, mas exige base legal adequada, aplicação de medidas de segurança proporcionais ao risco e transparência com o colaborador sobre monitoramento e uso do dispositivo.

4- Qual a diferença entre BYOD e COPE?

No BYOD, o dispositivo é do colaborador e segue políticas da empresa. No COPE (Corporate Owned, Personally Enabled), o dispositivo é comprado e gerenciado pela empresa, mas pode ser usado também para fins pessoais.

5-Toda empresa precisa de MDM para usar BYOD?

Em ambientes pequenos é possível começar apenas com políticas e boas práticas, mas à medida que o programa cresce, principalmente em empresas com dados sensíveis ou regulados, uma solução de MDM/EMM se torna praticamente indispensável para garantir segurança, governança e conformidade

Como o WiFeed ajuda no controle de BYOD

O WiFeed é a camada entre o dispositivo pessoal e a rede da empresa. Controla quem entra, sob quais condições e com rastreabilidade completa, sem exigir troca de infraestrutura.

Com o WiFeed, o time de TI consegue:

  • Centralizar a autenticação do Wi-Fi em múltiplas unidades e diferentes fabricantes de AP. A plataforma é compatível com mais de 20 fabricantes: Cisco, Aruba, Fortinet, Ruckus, Intelbras, Ubiquiti, Huawei, Mikrotik, TP-Link, Cambium, entre outros
  • Criar políticas por perfil de usuário: colaborador, visitante, fornecedor ou terceiro
  • Usar mais de 15 métodos de autenticação: SSO com AD, Google Workspace, LDAP, SAML, voucher, formulário, CPF, login social, Gov.br e outros
  • Registrar logs completos de conexão com quem acessou, quando, de onde, por quanto tempo e com qual dispositivo
  • Aplicar regras granulares por SSID, tempo, horário e MAC address
  • Manter conformidade com LGPD e Marco Civil com consentimento, opt-in e termos de uso integrados

Uma das funcionalidades mais úteis para ambientes BYOD é o Controle de Acesso por Tipo de Dispositivo: a empresa identifica o dispositivo no momento da conexão, separa dispositivos pessoais de corporativos, limita acessos por perfil e reduz riscos de segurança de forma automática.

E não menos importante, o WiFeed é compatível com mais de 20 fabricantes de access points: Cisco, Aruba, Fortinet, Ruckus, Intelbras, Ubiquiti, Huawei, Mikrotik, TP-Link, Cambium, entre outros. Operamos empresa opera em modelo SaaS, sem necessidade de hardware adicional.

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Samy Queiroz
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Samylle Queiroz é Analista de Conteúdo SEO e PR no WiFeed, com 15 anos de experiência em marketing. No blog do WiFeed, escreve sobre tecnologia, conectividade, Wi-Fi corporativo, autenticação, segurança e marketing de conteúdo B2B.
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